
Suspiro, por entre o frio que outrora trespassara os meus ossos, e que agora acaba-se tornando um estranho conforto, Como um despertar dos sentidos, uma sensação de ser, de existir.
Conheço a minha imperfeição tal e qual como conheço a palma da minha mão, calejada por uma luta pela esperança, nunca fui o melhor, nunca me valorizei acima de outrem, fui e sou simplesmente o que posso ser no momento, por vezes erro, por vezes passo os limites.
Mas com isso aprendo a viver no meu canto, num espaço contido por emoções por entre as quais procuro o negro cinza do céu de inverno, onde existe sempre um toque de esperança, um raio do sol, mas nada....
A noite mantém-se, e o meu ser encontra no frio, a sensação que ainda está a viver, que ainda permanece no presente, que não se deixou enfeitiçar pelo passado e que não se deixou levar pelas esperanças do futuro.
Desejo poder este meu canto de novo encher, de o céu negro de inverno em um brilhante e quente azul de primavera tornar, de poder no passado novas marcas deixar e o futuro, esse, em aberto deixar....
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